Hoje eu falei com algumas pessoas que me contaram sobre amigas que já casaram e ainda liam o blog DIARIAMENTE. Essa palavra me deu arrepios, apesar de ter orgulho da fidelidade de vocês, pois não temos conteúdos diários devido à correria da empresa – graças a Deus! E eu comecei a perguntar: “o que faz com que as pessoas gostem tanto do que nós colocamos aqui?”. E as meninas me responderam: “ah, é o jeitinho que vocês escrevem, nos sentimos amigas de vocês!”. Eu voltei pra casa correndo, na obrigação de postar algo útil e que agradasse a todassss, mas eu tinha uma árvore de Natal para montar e um marido ansioso, com todos os enfeites comprados por ele e um pinheiro de verdade (ai de mim se fosse falso!) me esperando.
Missão cumprida, voltei ao post. Tenho que escrever algo bacana… E a árvore aqui me olhando – nossa eu nunca pensei que eu ía ter uma árvore tão bonitinha! Então já que somos próximas mesmo, eu vou desencanar de escrever algo útil e vou falar o que realmente está se passando na minha cabeça agora.
Como todas sabem, me casei em Abril desse ano e daqui a poucos dias será o meu primeiro Natal casada. Demorou para eu entender que sou parte de uma nova família e que tenho “novas famílias” para compartilhar e agradar também. Ainda falo para o meu marido: “Vamos jantar na sua casa ou na minha?” e esse pequeno auto-engano fez com que atrasássemos um pouco a conversa de como seria a divisão desse nosso Natal. Os dois lados tem Família com letra maiúscula, não somos italianos, mas amamos um encontrinho, um jantar juntos, uma fofoca ao telefone. Nem preciso dizer que, com esse apego, vieram as cobranças também. Os dois tem um dia 24 forte e todos querem passar a virada juntos, mas enquanto não temos clones fica impossível estar em todos os lugares ao mesmo tempo. E como explicar para as pessoas que dividir os momentos não implica em gostar mais ou não de alguém? E como explicar para você mesma que você está fazendo uma escolha e que isso implica em uma renúncia? E como não puxar a sardinha para o seu lado e agradar ao seu marido também? Bom, a única coisa em que eu pensei foi que a minha família teria que passar o Natal em São Paulo (eles estavam inventando uma viagem), pois com as duas festas na mesma cidade facilitaria bastante . Eu liguei pra minha mãe, tia, e avó tocando o terror, mudei os planos de todos, agilizei o máximo que podia e, mais ou menos, resolvi como seria. Eis que olho para o lado e vejo um marido quieto, pensativo, me olhando… Meu Deus! Eu esqueci de perguntar como ele queria passar o Natal dele! Eu, com o meu espírito de produção (quem tem sabe bem do que estou falando), passei como um trator por cima de tudo e fui tentar resolver a situação, esquecendo que agora somos dois – dois corações, opiniões e vontades também. Como assim?
Eu olhava pra ele e falava: “E agora? O importante para o seu pai também é o dia 24, como vamos fazer?” Comecei a chorar (ai que madura!) … Eu não sabia como tinha que ser, era o meu primeiro Natal nessas circunstâncias… Mas também era o dele. Eu pedia desculpas, ele dizia que tudo bem, mas eu sabia que não era bem assim. Decidimos que passaríamos um pouco na casa de cada um, correndo o risco de no dia 25 acordar cedinho para ir almoçar no interior (família da mãe dele). Não vou dizer que a solução soou bem aos ouvidos de todos e nem que eu estou super tranquila em relação a isso, mas eu resolvi me dar uma chance, sabe? Nós nunca passamos por isso e vamos ter que experimentar juntos. Pode ser que seja extremamente cansativo e pouco proveitoso, pode ser que seja uma delícia… Eu não tenho a pretensão de agradar a todos (nem sei se a essa altura vocês já estão roncando com esse post), mas acho que estamos fazendo a melhor decisão para o momento. Eu espero imagino que muitas recém-casadas estejam passando por isso e que as que tem mais experiência já rebolaram bastante pra chegar a um consenso. Não digam que não, que eu começo a enrolar uma cordinha no pescoço imediatamente!

Foto: Reprodução
P.S.: Enquanto eu escrevia, ele passa aqui e fala: “Amor, você desligou as luzinhas da árvore?”
Só porque ela estavam dando aquela pausa natural para, em seguida, começar o carnaval pisca-pisca aleatório, sabe?
”Não amorzinho, elas já voltarão a piscar.”
E ele: “Ah bom! Então vou dormir!”
Eu mereço! rsrsrs